28.1.07

Welcome to the jungle!

São 02:02h da madrugada (04:02h no horário de Brasília, aqui são duas horas a menos!), está um calor de matar, cerca de 35 graus Celsius (às duas da madrugada, botem reparo)...
E adivinhem só?

NÃO TEM LUZ!

Sem ar condicionado, sem ventilador, não posso abrir a janela porque estamos na época das 7 pragas de Tefé*(ainda que não tenha nenhum vento lá fora, porque acabei de chegar da rua)...

Welcome to the jungle, caros amigos.

Como bem dizia uma amiga minha (que voltou pro Rio depois de 7 meses aqui):
"Amazônia nos olhos dos outros é refresco!"

É por isso que eu só estou esperando instalarem a internet na Reserva para me mandar pra lá. Tudo lá é com energia solar ou com gerador a diesel (para os dias de chuva). Nunca falta energia.
Não tem ar condicionado mas é muito mais fresco que Tefé. E como é tudo telado, não tem perigo das 7 pragas entrarem no quarto...

Semana que vem eu vou. E espero ficar mais calma. Porque neste exato momento a única coisa que me vem a cabeça é: O que eu estou fazendo aqui?

Beijos, queridos. A luz acabou de voltar e eu vou correndo ligar o ar para refrescar antes que acabe novamente.

* as 7 pragas de Tefé foi o nome dado para esta época do ano por uma amiga carioca que também trabalha aqui. Em janeiro, fevereiro e meados de março a cidade é invadida por insetos, muitos (muitos mesmo, vcs não tem noção de quantos). Não temos certeza se são mesmo 7 diferentes espécies, foi só uma brincadeira com as 7 pragas do Egito...
Os besouros pequenos mordem e dói pra caramba. Os besouros grandes enroscam no cabelo e é um inferno. Os grilos pulam em cima de você a todo tempo. E os outros são inofensivos mas enchem a paciência voando em cima de você!

7 comments:

Carla San said...

Força ne peruca, amiga!
Mas admiro sua força, eu não poderia viver assim, como vc mesmo me batizou, eu sou uma perua atômica, e inseto não combina com o modelito, e nem com a minha alergia! Mas tudo vai melhorar, tenha fé!
Bjs

Ana Paula said...

Ai, minha querida, eu até amo mato, besouros e tudo, mas não suporto o calor. fico mal-humorada, passo mal, odeio. Admiro muito você, porque é tudo lindo e romântico visto daqui de fora, a realidade é bem diferente e só quem está aí pra saber. bjks!

PS Oi, carla san! a gente agora se esbarra por aí na blogosfera, já reparou?

Jannine L'Amour said...

Ai amiga não sei nem o que dizer porque não gosto de mato e de quebra também estou sofrendo e muito com o calor aqui...mas olha vamos pensar positivo que logo logo vc vai resolver sua vida, se é que vc me entende ;). Estou roxa de saudades, espero que a gente se encontre logo no msn para conversar. Um cheiro no coração.

Vivizilla said...

Fala Gal,
Eu sei o que vc esta sentindo! Amazonas é um inferno, até a chuva é quente! Agora, quando eu estive ai, eu fiquei na boa, pois fui pro Rio Negro e dizem que em rios de água escura quase não tem inseto! de fato, não sofri quase nada. Porém, todos os insetos amazônicos se concentram nos rios de águas claras! Minha sugestão: Vai pro Rio Negro que é lindissimo e mais tranquilo! rsss
No mais, estou cheia de saudades. Segundo meus planos, devo aparecer no ano que vem, tu ainda vai estar por ai?
Mil beijos
Vivi
Ps. Tu viu? a Ariadne ta grávida!

guilherme mattoso said...

besouros que mordem!? deu até medo de conhecer tefé...

Menina Eva said...

Sim, Alline, a Vivi tem razão, rios de água escura são UM POUCO melhores. Mas só um pouco. Nada como fumaça de carro pra melhorar a situação. :D

Mana, ame a Amazônia, que ela não está nem aí pra você. :D Queria eu ter nascido índia, imune a essas coisas. Que nada. Mas o bicho homem é teimoso e eu vou morando por aqui enquanto dá. :D

Vi seu cometnário do LV da Fal, dizendo que não quer ter filhos em Tefé pra não se apegar ao lugar que não é o seu. Te entendi COMPLETAMENTE. Eu quero ter filhos na minha cidade, mesmo que seja quente, atrasada, distante, sem estradas, sem parada gay, sem restaurante cazaquistanês. Porque eu quero que meu filho entenda o chão de onde eu vim.

Paula Clarice said...

Alline, eu admiro teu amor pela natureza. Eu voltaria pra casa gritando ao primeiro sinal de besouro no cabelo. É, eu sei que é frescura...